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O
assunto da moda:
A combinação de falta de regulamentação adequada e falta
de fiscalização, para o mercado financeiro, com políticas
fiscais e monetárias frouxas, deu origem a bolhas de crédito
e a bolhas de valorizações de ativos, que
distorceram a conjuntura econômica de todo o mundo.
São erros provocados basicamente por injunções políticas
(e não técnicas) e que geram também um circulo vicioso:
para impedir um grande crash dos sistemas, os Estados
soberanos assumem parte dos prejuízos causados pelo fenômeno,
invariavelmente agravando sua situação fiscal, além
de criar graves problemas morais e éticos.
A Europa é o exemplo vivo de tudo isso e os Estados Unidos,
onde tudo começou na verdade, só não o é também,
em virtude de sua condição de emitente da moeda universal de
liquidez, que é o dólar.
O assunto da moda, então, tem sido considerar o
capitalismo definitivamente fracassado como sistema econômico-político,
por mais essa crise que volta a deixar a sociedade universal
à beira de grandes dificuldades.
O capitalismo sucedeu ao feudalismo como sistema dominante, a
partir da descoberta do Novo Mundo e das grandes invenções
(papel, pólvora, bússola...), do século XVI, passando pela
Revolução Industrial que se seguiu e, especialmente,
pelas conquistas intelectuais do Iluminismo escocês do século
XVIII que, como bem ilustrou em obra recente o pensador
Arthur Herman, "inventaram o mundo moderno", com
suas teorias sobre a liberdade com responsabilidade da
sociedade civil, passando pelos fundamentos da |
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democracia e pela
Economia Política
de Adam Smith.
Existem diversas formas de capitalismo, historicamente e mesmo na
atualidade, conforme a preponderância de um ou outro fator
componente (participação do Estado, por exemplo) e ainda a influência
de elementos culturais inerentes a cada região.
Por outro lado, são escassos os lugares no mundo onde se pode afiançar
que vigorem outros sistemas, como o socialismo e o comunismo,
com características marcadas que os classifiquem como possíveis
alternativas bem distintas do capitalismo, em suas várias formas.
Há mesmo quem duvide da existência prática de alternativas...
É uma discussão inútil e desnecessária, portanto: como qualquer
estrutura humana, o capitalismo é um processo com falhas e
acertos, em busca de um mundo melhor. Entretanto,
não há alternativas disponíveis, ainda mais que as utopias
que aparecem de vez em quando se mostraram, todas, absolutamente
inviáveis e ineficientes em sociedades livres.
O que interessa, pois, é aperfeiçoa-lo e para isso, efetivamente
aprender com a história.
Em vez do debate estéril em torno de miragens, temos que nos debruçar
sobre como manter um sistema financeiro mais seguro, sem sacrificar
sua criatividade e em como tornar os Estados mais eficientes
nas suas funções básicas de dirimir os conflitos, manter a
ordem e a segurança e diminuir, de maneira sustentável, as
desigualdades sociais, visando promover um máximo de igualdade nas
oportunidades.
É uma tarefa enorme, mas necessária.
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