30 de agosto de 2015

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2015

Volume 15  Edição  727

AINDA  A  CHINA...

Ao lado, a evolução do PIB chinês, em moeda local, nos últimos anos, em escala aritmética.  A preocupação é com a taxa de crescimento, mas mesmo se crescendo menos em taxas compostas, o PIB resultante segue sendo impressionan

POUCAS  INFORMAÇÕES


Controlada por um governo autoritário, que paradoxalmente conseguiu promover o incrível desenvolvimento do país (a ponto de se tornar a líder mundial),  a China não proporciona a necessária transparência de informação a respeito de si mesma, compatível com a modernização e o progresso que já alcançou.

A consequência é que a economia chinesa fica sendo o ponto de partida para uma corrente de especulações nos mercados, começando na própria China ou no exterior.

Um bom exemplo disso é a teoria de que o boom das comodities que durou até o ano passado,  elevando loucamente os preços de quase tudo, teria sido corolário exclusivo da demanda chinesa (agora, a queda espetacular de muitas cotações é atribuída pelos "técnicos" à queda da mesma demanda...).

Ora, o gráfico acima ilustra bem a solidez e a regularidade do fantástico crescimento chinês,  que não mudou tanto como dizem;  aliás, se a taxa desse crescimento vem caindo,  como explicar com essa teoria que

o pico das cotações das mercadorias tenha ocorrido  entre 2013  e 2014 ?

Infelizmente, a mídia estuda pouco e não confere as versões que são postas a circular, senão não repetiria diariamente besteiras como essa.

Os mercados estão há anos fertilizados pela imensa derrama de liquidez que os Governos promovem,  para tentar evitar os efeitos de crises produzidas justamente por ação e/ou omissão deles mesmos !   Este é o caso da última crise financeira, produzida por especulação criminosa com títulos de renda fixa, onde os abusos decorreram de falhas na regulação e na fiscalização de instituições financeiras (inclusive agências de rating e auditores independentes...).

Levada a extremos, a especulação ameaçou todo o sistema  de crédito e a solução foi usar  recursos públicos tidos e não tidos para resgatar quase todos os especuladores.  Falhas semelhantes na regulação e na fiscalização dos mercados permitiram a extensão do boom das mercadorias,  como não impediram agora flagrantes manobras baixistas artificiais,  como é o caso do minério de ferro e do petróleo.

A China cresce e continuará a sustentar o mundo por ainda muito tempo, mantidas  razoavelmente suas atuais condições políticas.