19 de outubro de 2014

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2014

Volume 14  Edição  694

UM  PÂNICO  A  MAIS

Uma visão de longo prazo

Enquanto os mercados entravam em pânico, subitamente,  preocupados com o virus Ebola, com o Estado Islâmico,  com a recuperação mundial etc.,  assuntos pendentes há tempos e que até dias atrás não geravam temores maiores, o famoso investidor Warren Buffett, o segundo homem mais rico do mundo e controlador da famosa Berkshire Hathaway, holding que oferece a seus acionistas "apenas " sua valorização no mercado, declarava estar na compra, sem mostrar as mesmas preocupações.

Seu desempenho extraordinário, modelo do sistema de investir pelos fundamentos técnicos, é representado no gráfico acima, atingindo cerca de 60.000% a partir de 1965, bem acima do S&P500, por exemplo. A cotação passou de US$ 200 mil/ação nestes dias (é isso mesmo...!).

Usando frases tradicionais como "compra-se mais barato e não mais caro"  ou "quanto mais cai, mais compro" e outras pérolas, esnobadas pelos profissionais do mercado, o magnata disfarça a sua incomparável habilidade em formar uma carteira que resiste ao ciclos sem maiores transtornos, como o gráfico ilustra bem, inclusive em crises como as de 1987 ou de 2000 ou de 2008.

Na verdade, apenas a performance simples dos índices do mercado bastaria para colocar o investimento em ações como a melhor alternativa disponível,  mas Buffett demonstrou que o uso da análise fundamentalista e um cuidadoso gerenciamento da gestão financeira das carteiras melhora em muito a eficiência e a segurança do investimento.

A Bolsa tem Ciclos e seus sub-ciclos e a sincronia do investidor com os pontos extremos é quase impossível de ser obtida, consistentemente.

As companhias, em seu todo,  crescem, as economias crescem, por vezes mais, por vezes menos, algumas não vão para a frente.   Tudo isso é normal, natural e até necessário.

As euforias e os pânicos não são nunca duradouros,  como não são duradouras as bonanças nem as crises.

O importante é se informar bem e não confundir situações transitórias com a realidade de longo prazo, em meio ao sensacionalismo exagerado (quase sempre negativo) adicionado aos fatos pelas mídias.
Como se sabe, Bolsas são para o longo prazo.