26 de outubro de 2014

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2014

Volume 14  Edição  695

O  QUE  VEM  POR  AI

Nessa pesquisa, a primeira Onda engloba a chamada Revolução Comercial, advinda  da gradual diluição do Império Romano e da concomitante e crescente comunicação entre os povos.

A segunda Onda que se segue, de correção dos preços, coincidiu com o período de pestes, especialmente na Europa;  a terceira Onda caracterizou-se pelas grandes invenções,  as grandes descobertas (trazendo a inflação de meios de pagamento com os metais preciosos das colônias) e deu lugar a nova correção,  uma quarta Onda, marcada pelas lutas entre grandes nações e o início de comoções sociais que culminaram com a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos.

A partir dai, com a Revolução Industrial,  veio uma gigantesca explosão populacional e a vertiginosa quinta Onda de alta, que ainda estamos vivendo.

Essa perspectiva de longo prazo,  como o gráfico da evolução da carteira de Buffett,  atravessa períodos de infinitas mudanças importantes na história da humanidade, fenômenos naturais, ascensão e queda de impérios, reis e conquistadores,  evolução exponencial da ciência e da tecnologia,  pestes, guerras, milênios, temores e esperanças...

As altas e as baixas se sucedem,  os tempos ora são melhores, ora são piores, mas até agora, nem o mundo acabou nem o paraíso apareceu.

Da mesma forma, nem o Governo atual reeleito nos transformará numa ditadura populista, levando o país ao caos,  nem a Oposição vencendo fará ajustes severos na economia que nos farão sofrer por anos.  Evidentemente,  também nenhum dos dois lados vai resolver nossos problemas de um dia para outro.   Há coisas a fazer e cabe à sociedade assumir seus destinos de forma mais participativa, cobrando e fiscalizando mais de perto seus indicados, quaisquer que sejam...

Como sempre, o Brasil não vai acabar

Na Edição passada, insisti na velha conversa sobre a Bolsa ser um negócio para o longo prazo, relembrando a trajetória de Warren Buffett e seus investimentos bem sucedidos.  Fiel ao objetivo desta publicação,  a idéia era refletir sobre fundamentos, em meio ao ambiente negativo e nervoso  das vésperas de eleições,  onde a cada candidato interessa a postura de salvador da pátria para si e de portador do apocalipse para o adversário.

Não é assim, como todos já deveriamos saber e entender.

Escrevendo na quinta-feira, quando as desmoralizadas pesquisas vão se mantendo em cima do muro e esquentando  a excitação geral, lembrei do gráfico do Ciclo do Milênio, de Elliott, acima reproduzido, em escala não proporcional.

A curva mostra a evolução dos preços de uma cesta básica,  obtida numa pesquisa academica,  começando perto do ano 1000 AD e vindo até a Idade Moderna, a partir de onde segue os principais índices de ações conhecidos, até hoje.