14 de setembro de 2014

VERDADES  E  MENTIRAS  DA  BOLSA

Nesta edição:

©Jayme Ghitnick
2001 a 2014

Volume 14  Edição  689

PESSIMISMO  NO  BRASIL

Campanha eleitoral ou há fundamentos mesmo ?

Segundo a revista Exame,

"para uma pesquisa global feita pelo Pew Research Center, 72% da população está insatisfeita com a situação do Brasil, contra 55% registrados em 2013.

O instituto entrevistou mais de 48 mil pessoas em 44 países entre março e junho. No Brasil, foram mil pesquisados durante o mês de abril.

O pessimismo registrado no Brasil em 2014 foi o mesmo que o de países como Egito e Paquistão, e muito semelhante também ao da Argentina (74%).

Do lado oposto, apenas 26% dos entrevistados declararam que estão satisfeitos com as condições atuais, queda de 18 pontos percentuais em relação a 2013. Em relação à economia, o otimismo dos brasileiros também despencou em comparação ao ano passado, de acordo com a mesma pesquisa."

Estas cifras não batem com o resultado das pesquisas de intenções de voto,  onde o Governo pretendente às reeleição está empatado com a principal concorrente que, a rigor,  não se sabe se pode ser mesmo considerada uma candidata de Oposição...

De qualquer forma, por enquanto o Governo ainda é forte concorrente à vitória.   Como explicar ?

No gráfico acima,  que compara o desempenho recente do Ibovespa e o do S&P500 americano, fica claro que pelo menos
o mercado está claramente insatisfeito com o que vem acontecendo na economia do país,  ainda mais quando o mercado americano está em alta firme no mesmo período observado.

As cifras econômicas brasileiras têm sido progressivamente piores neste ano em matéria de crescimento, de inflação, de emprêgo, de vendas do comércio, de produção industrial, de qualidade e preço de serviços públicos, de qualidade de vida em geral.

Naturalmente,  a campanha eleitoral exacerba o tom com que esses fatos vão sendo noticiados, acrescidos dos escândalos  que se sucedem.   Entretanto, fatos são fatos...

A conclusão óbvia é que o pessimismo geral da população ainda não está levando à condenação do Governo como responsável pelo mau estado das coisas. Por fidelidade ou mesmo por informação incompleta,  o eleitorado no máximo está manifestando alguma revolta com as autoridades,  ao apontar uma nova candidata como alternativa,  quase como um protesto.

Parece que haverá um segundo turno,  de resultado ainda incerto,  mas para o mercado todos os candidatos estão acenando com mudanças (desejadas...) na política econômica.   Isso pode ser a base da Onda V de alta...